Uma Nação de Heróis de Brinquedo e de um Povo Bravo e Retumbante
A sociedade contemporânea é constituída por homens e mulheres que se destacam no cenário público, privado, constitucional, político, jurídico e miserável.
Somos diariamente sediados a perpetuar e idolatrar símbolos humanos que praticam uma ação ou outra, e se acham dono de honrarias. O “palácio das celebridades”, composta por políticos de partidos diversos, é o berço principal dessa leva, que vive em função da exposição e do título de “Deus brasileiro”.
A massa é coagida a venerar homens de paletó, gravata e conversa bonita. Por não ser beneficiada com uma educação igualitária, a massa defende e segue as normas que os meios de comunicação pregam a respeito de determinado político, que detém poder integral sobre esses meios de propagar comunicação. A soberana arrogância de homens brasileiros que vivem em função da exposição e aparição pública é simplesmente mérito particular e nada dignifica a sociedade, que vive a mercê dessas figuras simplórias acometidas de interesses.
As Marias, os Joãos, os Barnabés e os outros tantos homens de bem, que não sobem diariamente a rampa do “Planalto”, mas que estão nos morros, nos túneis, nas oficinas, nos seringais, nas cerâmicas e principalmente nos lares, dando sua vida e seu sangue para uma sobrevivência honesta e por um Brasil mais humano, igualitário e melhor. Homens e mulheres que superam os medos, o cansaço, a perda, a dor e inveja de seus inimigos. Esses sim, deveriam ser lembrados com significância e ter o seu lugar garantido na história do país. Muitos cidadãos destemidos e nutridos de bravura lutam incansavelmente no anonimato, por uma pátria justa e digna, e nem por isso são cultuados pela história como heróis e heroínas. Essas pessoas são os verdadeiros heróis brasileiros.
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