Tudo é possível...
Ismael (irmão) e eu no estúdio da TV Itararé
O relógio marcava cinco horas da manhã e os raios do sol indicavam que o dia estava apenas começando. O ônibus das Faculdades Integradas de Patos conduzia os alunos do sexto período de jornalismo, rumo a capital do sertão paraibano, Campina Grande. Em busca das emissoras de televisão os estudantes carregavam consigo entusiasmo, sonhos e anseios.
Chegando à TV Paraíba, afiliada da rede globo, fomos recebidos com cortesia e agrado pelos funcionários da emissora. Cada sala fisgava a atenção e o corre corre dos repórteres, produtores e editores consolidavam as expectativas e alimentava o desejo de ocupar diariamente um daqueles lugares. Na central de jornalismo dezenas de computadores funcionavam juntamente com as idéias e habilidades dos jornalistas, que produziam textos e elaboravam roteiros e pautas para serem desenvolvidas durante o dia. Conhecemos cada setor até a finalização e exibições das reportagens. Um cenário maravilhoso, equipamentos e profissionais qualificados ocupavam o estúdio, de onde sai às notícias e informações que alimentam o dia a dia da Paraíba.
TV Borborema e TV Itararé também foram visitadas pelos universitários, que deixaram Campina ao romper da tarde. Das tantas palavras emitidas pelas figuras novas que pudemos conviver durante o dia 29 de Agosto desse ano, as reflexões proferidas pelo conceituado jornalista e editor-chefe da TV Itararé, Rômulo Azevedo, foram sem dúvida as que mais despertaram as emoções. “Tudo é possível quando se tem vontade. Jornalismo é uma profissão árdua e o mercado é cada dia mais competitivo. Cabe a cada um de vocês, corre atrás e não ter vergonha de enfrentar”. Certa das palavras do mestre e pioneiro do telejornalismo paraibano, Rômulo, não terei vergonha de tentar melhorar a cada dia, pois a humildade agregada com força e vontade são estímulos para ocupar, quem sabe, um lugar em uma daquelas emissoras.
Uma nação sem identidade
Fazemos parte de uma nação composta por homens e mulheres distintos uns dos outros. Essa distinção é adquirida desde os primórdios da vida. Ao nascer constituímos hábitos e ideologias pertencentes ao nosso convívio, que com o passar do tempo irão se moldar de acordo com as vivencias. As culturas originarias de um povo, não sobrevivem por muito tempo, pois as infinitas formas de manifestação popular descaracterizam parte dessa cultura herdada ainda no berço.
Os diversos meios de comunicação é um fator contribuinte para anulação cultural de uma sociedade. Os gostos, formas, hábitos mostrados e propagados pela televisão, induz a sociedade a deixar para trás seus valores, tradições e tendências culturais. A diversidade uniu as nações e as mesmas ganharam sabores, texturas e misturas diferentes, onde a grande maioria copia o que acha bonito no outro, o que é moda.
Uma nação formada por homens e mulheres diferentes, porém iguais nas práticas e ações desenvolvidas ao longo da vida. Uma nação sem herança cultural, sem ideologias e sem valores. Uma sociedade que visa unicamente plagiar o que satisfaz aos olhos e entristece o coração. Uma sociedade viciada nos mesmos vícios.
Essa foi minha redação na prova do ENEM realizada ontem (26/08/2007).
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