Quem está atrás do computador?

 

Foto/internet

 

Essa era modernizada em que vivemos atualmente proporciona diversas maneiras de comunicação e de socialização ao ser humano. Uma das principais ferramentas do advento tecnológico é sem dúvida a grande rede, ou seja, a afamada internet. Seja reduzindo oceanos, facilitando trabalhos, adquirindo conhecimento, propagando comunicação ou oportunizando relacionamentos, a internet é capaz de proporcionar milhares de milhares de utilidades. Umas dessas tantas oportunidades são os famosos sites de relacionamentos, que hospedam chats e bate-papos, possibilitando aos usuários encontrar a cara metade por meio de imagens e conversações virtuais.

 

O que aparentemente pode ser fácil e divertido, muitas vezes termina em tragédia ou decepção. Por se tratar de algo virtual e superficialmente abstrato as pessoas são incitadas a mentir e omitir a verdade de si e dos fatos. Mesmo assim estamos vivenciando o século do namoro irreal em que as pessoas se amam, beijam, abraçam e acariciam por meio de uma simples tela de computador. Será tudo isso um descontrole emocional? Ou a incapacidade de relacionar-se pessoalmente? De uma coisa eu tenho quase certeza, as salas de namoro estão sempre lotadas...

 

Não restam dúvidas que em casa, a distancia, protegido, à vontade, desinibido, tudo é mais fácil. Sem esquecer que ainda é possível transforma-se em Gisele Bundchen ou Naomi Campion, ou dotar-se dos recursos financeiros de Bill Gates. Um amor alicerçado de mentiras e utopias construído em cima de ilusões. É assim que geralmente os enlaces virtuais se difundem. Segundo o filósofo Francês Jean-Paul Sartre, o ser humano possui uma atração doentia pela verdade, certamente as pessoas que se relacionam pela internet acreditam fervorosamente em todas as “verdades” que o outro por trás do computador está afirmando. Muitas vezes essa atração é o ponto de partida para as decepções e tragédias que tomamos conhecimento através dos meios midiáticos.

 

Ficar de pijamas, bocejando com a pupila dilatada madrugada adentro em frente ao computador, teclando e se deixando teclar com o desconhecido, parece coisa de louco. Essa onda de amor às escuras é moda e está contagiando a humanidade. O problema são os riscos que essa moda virtual pode custar. Mas, independente dos trames negativos que o namoro virtual possa ocasionar, a enfadonha rotina de todos os dias impulsiona o cidadão a procurar cada vez mais os chats de relacionamento, procurando nas opções o nicho que lhe é mais conveniente. O que pode dar errado hora pode da certo. O problema é que o olho no olho ou simplesmente a paquera é coisa de outrora. No dicionário que rege a modernidade essa alínea é cafonice e maraquice. Vê se pode!

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BRASIL, Nordeste, ACARI, Mulher, de 26 a 35 anos